Como isto começou
Em 2009 a Rua das Latadas tinha uma garagem devoluta e um armazém de rações que tinha acabado de fechar. O Armando alugou a garagem para guardar ferramenta de obra, encheu duas prateleiras com semente que sobrava de uma quinta da família em Vila Verde e pôs um papel na porta a dizer que se vendia semente a peso. Vendeu tudo em três semanas, sobretudo a vizinhos que vinham com um envelope velho na mão.
Nos primeiros anos a loja não tinha caixa registadora nem horário afixado. Tinha uma balança de dois pratos, um caderno de capa preta e uma regra que se mantinha por teimosia: ninguém levava mais do que precisava. Isso fez com que a loja crescesse devagar e com que quase todos os clientes voltassem, o que na altura pareceu azar e hoje parece ter sido a decisão mais rentável de todas.
Em 2014 abriu-se a parede para o armazém ao lado e nasceram os quatro balcões que ainda hoje organizam a loja. Em 2017 a Inês entrou para tratar do alfobre e trouxe consigo o registo escrito de todos os lotes de semente, que mudou a maneira como a casa trabalha. Em 2021 passámos a emprestar o medidor de pH, e desde aí as vendas de calcário subiram um terço e as de adubo desceram quase outro tanto.
Não temos loja em linha nem tencionamos ter. O que este sítio faz é o que o balcão faz: mostra o que existe, faz a conta antes da venda e diz claramente o que não vale a pena comprar. Se depois disso quiser vir cá, temos estacionamento à porta e um carrinho de mão para carregar sacos.